10 verdades sobre o carnaval de Pernambuco

carnaval pernambuco recife olinda

Poucas semanas pro carnaval e muita gente já tá naquela euforia de querer que a festa chegue logo. Eu não sou um amante dessa época do ano, mas eu curto pra depois não bater o arrependimento, ainda mais morando no local que oferece o melhor carnaval do mundo: Pernambuco.

Eu sei que pernambucano, especialmente recifense, tem uma mania de grandeza, mas é sério, a gente tem o melhor carnaval do mundo! Tem tudo pra todo gosto, ou seja, mesmo que você seja que nem eu, que não gosta tanto, termina curtindo alguma coisa.
Como eu sei que muita gente vem de outras cidades, estados e países pra aproveitar o carnaval pernambucano, decidi separar 10 verdades sobre o carnaval do meu estado, o que pode terminar servindo como algumas dicas pra você que tá meio perdido(a) antes da folia começar.

1. Você não precisa gastar rios de dinheiro pra se divertir

Tem gente que prefere pagar R$600 em um dia de camarote (lembra-se que são 5 dias de festa!), mas o carnaval pernambucano é conhecido por ser totalmente free. A maior parte da programação é toda gratuita, seja em Olinda, Recife ou em alguma outra cidade, assim, você só precisa gastar com sua locomoção, bebidinhas e comidinhas. É claro que muita gente gasta com estadia, e justamente por isso é bom pensar se vale a pena gastar micro-fortunas com “camarotes de carnaval nutella”. Vai por mim: carnaval de raiz é muito mais divertido!

2. Recife e Olinda não são cidades inimigas!

Tem gente que tem uma mania de jogar uma cidade contra a outra hahahaha! Sério, muita gente acha que são dois tipos de carnavais inimigos, que um lugar é melhor que outro, quando na verdade são cidades e carnavais complementares.  Recife tem uma programação mais noturna com vários polos espalhados pela cidade, sendo o mais famoso o do Marco Zero, no centro da cidade. Olinda é famosa por suas ladeiras e por ser bem mais divertida durante o dia. São cidades irmãs com festas complementares: dá pra ir de dia pra Olinda e de noite dar um pulo em Recife.

3. Tem tudo pra todo gosto

 O carnaval de Pernambuco não se resume ao frevo. Pelo contrário, a programação é bem variada em todo o estado: rock, samba, axé, brega, pop, tem um pouco de tudo pra agradar todo mundo. A melhor parte é que nem um ritmo fica sozinho, já que tudo pode se misturar pra deixar a festa ainda melhor.

4. Tudo é motivo de festa

 A viagem de ônibus pra chegar em algum lugar é motivo de festa. Um bloquinho passando é motivo de (MUITA) festa. Se encaixar num grupo de gente desconhecida também vira motivo de festa. Ou seja, Pernambuco quer que você deixe a chatice e o mal-humor trancado num baú e só tire de lá depois da quarta-feira de cinzas.

5. Carnaval de Pernambuco é mais que Recife e Olinda

 A maioria das pessoas acha que o carnaval daqui de Pernambuco se resume às festas de Olinda e Recife. Tsc tsc tsc, tem muito mais coisa! O interior do estado também tem sua própria cultura e programação, como no caso da cidade de Bezerros, famosa pelo desfile de “papangus” no domingo de carnaval. Tem muita coisa massa pra ser explorada por aqui, é só tomar coragem e ir aproveitar cada minuto de folia em um local diferente de Pernambuco.

6. Você NUNCA vai ficar sozinho(a)

Tem gente que tem medo, receio de curtir o carnaval sozinho(a), ainda mais se a pessoa for muito tímida ou insegura. Pra ser bem otimista com você, dificilmente você vai ficar boiando durante alguma festa daqui, pelo contrário, sempre vai ter gente disposta a te incluir na folia a qualquer custo. E sim, dá pra arrumar vários crush durante o período de festa e ser ainda mais feliz!

7. Você vai se alimentar bem (mal) nos dias de festa

Apesar de ser considerado um local rico quando o assunto gastronomia, Pernambuco tem um carnaval tão intenso que as pessoas até esquecem de comer (sério!). Todo mundo que eu conheço, quando acorda, toma um café-da-manhã reforçado e já corre pras ladeiras de Olinda (e a próxima refeição só vai ser no jantar hahahaha). Na dúvida se vai aguentar ficar muito tempo sem comer, é sempre bom dar uma paradinha pra descansar e beliscar alguma coisa, além de beber bastante água (ou sua cerveja, se preferir!).

8.Os Pernambucanos ficam ainda mais gente boa

Já é comprovado que as pessoas de Pernambuco são as mais receptivas e amigáveis do Brasil, do mundo, do sistema solar. Em qualquer época do ano, você pode encontrar alguém daqui muito bem humorado e disposto a te ajudar. No carnaval, o negócio fica ainda melhor, já que muita gente incorpora o clima de festa e deixa os bons sentimentos tomarem conta da cabeça e do corpo.  Ou seja, não precisa ter receio de pedir alguma indicação ou tirar alguma dúvida com uma pessoa pernambucana de raiz – muito provavelmente ela já vai te tratar como se fosse da família dela.

9. Um ano é completamente diferente do outro

Se alguém disser pra você que “carnaval é sempre a mesma coisa” é porque, no mínimo, essa pessoa tá de má vontade pra aproveitar a festa. Cada ano é único no carnaval daqui de Pernambuco, não só pelo tema sempre diferente, ou pela variedade de artistas que se apresentam, mas também pelo momento e pelas pessoas que estão com você. Não tem essa de ficar se queixando de uma possível mesmice do carnaval, pelo contrário, o negócio é aproveitar cada momento único e se jogar na festa!

10. O tempo passa muito rápido!

É aquela coisa: “tudo que é bom dura pouco”. Parece brincadeira, mas quando você menos espera, o dia já tá indo embora e todo mundo começa a fazer aquela conta de “menos um dia de festa”. Melhor do que se preocupar com a chegada da quarta-feira de cinzas, é aproveitar o máximo possível, indo pra todas as festas e gastando o que tiver de energia. Não esquece: vai ter que esperar mais 365 dias pra poder viver tudo de novo!

Continue Reading

5 dicas pra se livrar dos seus preconceitos

preconceito diferenças pessoas

Hoje em dia, “preconceito” deixou de ser apenas o ato de emitir uma opinião sobre algo ou alguém sem uma análise crítica pra ser algo que também abrange o sentimento de hostilidade e de intolerância. Só quem sofreu/sofre com isso sabe como é sentir sentimentos negativos sendo expostos pelas pessoas. Pior: expostos sem um motivo concreto!

Sabendo que o ser preconceituoso(a) é uma questão totalmente superável , decidi separar 5 dicas simples que podem mudar sua postura, fazendo você se tornar alguém mais tolerante e amigável com todas pessoas! <3

1.Uma palavra mágica: respeito

Ninguém é obrigado a gostar de nada ou de alguém, já que afeto é uma coisa que a gente tem que dar de coração. Por outro lado, respeito é uma coisa fundamental pra gente viver bem em sociedade. Parece bobagem, mas quando você realmente aprende a respeitar outra pessoa, você entende que cada pessoa merece ter seu espaço na sociedade. Você não precisa abraçar, conversar ou ser cordial (até porque isso é questão de educação, né mores?!), mas tem que respeitar sim – se você gosta de ser respeitado, porquê não respeitar as outras pessoas?!

2.O mundo é maior do que suas convicções

É comum todo mundo acreditar em alguma coisa: uma religião, uma ideologia social, uma tendência política. Normalmente, a gente quer mostrar nossa “crença” pro outro, o que não é problema. Problema de verdade é quando a gente começa a expor o que acha de maneira desrespeitosa, o que termina por provocar, na maioria das vezes, brigas e situações chatas. Se você sabe que a sua “opinião” sua pode ferir alguém, é melhor não apenas repensar a forma como você vai falar, mas também se a colocação tem algum ponto positivo naquele momento.

3. “Mas é normal?”

Olha, eu entendo essa coisa de “ser normal” como algo muito relativo. Na verdade, eu acredito que todos nós somos bem anormais, já que somos seres complexos e mutáveis. Antes de ficar questionando se algo é normal ou não, pare pra pensar que nós vivemos em contextos sociais, econômicos, culturais completamente diferentes. O que alguém faz ou deixa de fazer não deve ser taxado de anormal por você, já que todos nós somos diferentes e estamos em constante mudança e evolução.

4. Seja mais altruísta

Uma forma de compreender melhor as diferenças do mundo é se colocando no lugar do outro. Você não precisa se aprofundar na vida de outra pessoa ou conviver intensamente com alguém desconhecido, basta fazer um pouquinho de esforço pra se colocar no lugar daquela pessoa e aí você vai poder compreender um pouco dos sentimentos e da vivência de alguém que você mal conhece, mas que insiste em julgar. Na prática, você vai se tornar alguém melhor e capaz de entender as diferenças do mundo.

5. Informe-se!

Sim, parece bobagem, mas é a dica mais importante dessa pequena lista. Ter e praticar o preconceito é falta de informação sim! Antes de julgar ou falar alguma coisa sobre algo ou alguém, procure entender toda complexidade do contexto e aí, talvez, você possa falar alguma coisa (lembre-se que você tem que falar sem agredir!). Informando-se, você ganha mais por adquirir mais conhecimento e ganha mais por entender e se aproximar de pessoas que têm muitas coisas diferentes de você, mas que também podem acrescentar muitas coisas boas na sua vida!

Existem muitos outros meios pra gente se livrar dos mais variados preconceitos. Algumas são bem pessoais, outras nem tanto, o importante é que a gente se ajude a construir um mundo mais amigável e amável pra todo mundo <3.

Continue Reading

Como fazer 2017 ser o ano da sua vida

oceano mar

Passou, né?! 2016 se foi e cá estamos nós em um novo ano, com novos desejos, novas expectativas.

Muita gente começa o ano com gás pra tentar fazer o momento ser o melhor possível, já outras pessoas começam numa vibe meio ~fuen~, especialmente se teve um ano passado meio ruim. Por isso, a gente deve tá sempre aberto a mudar algumas coisas das nossas vidas, pra ver se a gente consegue dar um up naquilo que a gente acha que não tá legal.

2016 foi um ano massa pra mim! Eu posso não ter ficado milionário ou ter viajado pelo mundo (só isso né?!), mas tanta coisa boa me aconteceu que, hoje, eu entendo muito mais essa coisa de “um ano ser bom”. Pensando nisso, eu separei alguns hábitos/dicas que ajudaram a fazer meu 2016 ser um bom ano, coisas que vou continuar aplicando não só em 2017, mas no resto da vida.

1.Reclame menos

Isso mesmo! Pode começar a fazer isso nesse exato momento. Deixar de nhé nhé nhé vai te fazer ficar mais leve, mais de bem com a vida, vai te fazer aproveitar mais o que tem de legal em sua volta. Acreditem, é um baita exercício pra se tornar alguém mais otimista (falo isso com propriedade, já  que pessimismo era uma coisa enraizada em mim) e ver que a  maioria das coisas chatas das nossas vidas são completamente superáveis, ou seja, no drama!

2.Jogue fora o que não te serve

Tá guardando aquela lembrancinha que o ex-namorado(a) te deu antes de terminarem com aquela briga horrorosa e toda vez que você olha fica aos prantos?!  Ainda é amigo no facebook daquela pessoa que só compartilha coisa cagada e agressiva?! Bem, tá na hora de você jogar algumas coisas fora, ein. Isso é uma forma da gente ficar mais limpo das coisas que ficam magoando e pressionando a gente todos os dias e passar a guardar e cuidar apenas do que nos faz bem.

É  uma prática que pode passar pode demorar e demandar esforço (principalmente se você teve um vínculo afetivo/material muito forte), mas que traz um resultado massa, ainda mais quando a gente percebe que algo que antes magoava vira uma coisa indiferente.

3.Mais “obrigado” e menos “desculpa”

A  gente, enquanto ser humano que é, tem uma mania exagerada de se desculpar. Claro, existem momentos que  só “desculpa” cabe, mas usar a palavrinha com exagero pode trazer vários problemas pro nosso interior, especialmente quando a gente começa a absorver de maneira indireta uma culpa que não existe.

É como se você começasse a se enxergar como o único errado da história. Quando você notar que tá  se sentindo mal de tanto pedir desculpa, é porque o negócio já tá meio que fora de controle. Pra evitar isso, substitua “desculpa” por “obrigado” – “É O QUE MENINO???”  sim, isso mesmo que eu disse. Se atrasou pela terceira vez no encontro com o crush? Ao invés de já chegar com aquela voz fininha forçando chorinho pra dizer “desculpa pelo atraso, Roberval (seu crush)”, fala “Obrigado por me esperar! Que que a gente vai comer?!” Sério, isso muda  o clima de todas as relações que você vive!

4.Pense bem antes de falar

Vindo de uma pessoa que fala sem parar, vai parecer o conselho mais idiota do mundo, mas é verdade. Depois que refleti, vi que é bom a gente dá uma pensada antes de falar tudo que a gente pensa. Sim, existem momentos que vale a pena a gente botar pra fora aquilo que a gente acha, mas nem sempre isso é válido, especialmente se existir a possibilidade de você magoar alguém.

Então, sempre que você pensar que pode terminar falando alguma bobagem (ou até mesmo algo muito sério), dá uma respirada, conta até dez e coloca numa balança pra ver se vai valer a pena ou não. Isso é uma forma de exercitar paciência, tolerância e harmonia interior. Você termina ficando tão de bem com você mesmo que toca um belo foda-se pras merdas do mundo.

5.Aproveite os pequenos e bons momentos

Deve ser maravilhoso ser podre de rico (já tô aqui viajando nos pensamentos do ‘e se eu tivesse ganho na mega da virada’) e poder comprar tudo o que quiser, viajar pra onde der na telha e blá blá blá, mas se tem uma coisa que vale a pena é poder entender a importância e o valor que os momentos mais simples das nossas vidas têm.

Perder aquele almoço de família ou aquela conversa de bar com sua melhor amiga pode parecer bobagem agora, mas lá na frente pode fazer uma falta que você não tem noção! É bom começar a valorizar esses momentos, já que são eles que fazem a diferença da gente ser quem realmente é.

Tem muita coisa que poderia falar pra vocês, mas eu acredito que as coisas boas que a gente vivem durante um ano são consequências de todo o esforço que fazemos pra que aquele momento seja bom. Na prática, alguns conselhos e dicas servem, mas a coisa só vai funcionar mesmo quando você vai pra prática e se compreende enquanto pessoa.

É com atraso, mas que seu 2017 seja foda ♥

Continue Reading

Tudo muda

montanha russa

Isso mesmo, tudo muda. Em menor ou maior proporção, as coisas mudam. Mudam para o bem ou para o mal. Mudam porque precisam mudar ou talvez porque queiram mudar.

Com esse blog aqui não poderia ser muito diferente não. Eu criei sem muita pretenção, criei porque sempre gostei de escrever, criei porque eu sentia necessidade de fazer algo diferente, que me tirasse um pouco da prisão que eu achava que tava vivendo. Foi entre trabalho, faculdade e vida pessoal que o blog nasceu, tudo na base do carinho e da dedicação.

Por incrível que pareça, o blog cresceu, pouco, mas cresceu. Não cresceu nesses números estratosféricos de gente que produz vídeo pra youtube ou qualquer coisa do tipo. Cresceu na proporção que tinha que crescer e isso me fez pensar que não dava pra ficar preso no que eu achava que devia ficar. O blog, pra ser mais direto, não tinha que ficar dentro de uma caixa que eu achava que ele cabia, ele tinha que ir um pouco além.

Esse ano foi um ano bem louco (ô coisa clichê, mas é verdade!!). Vivi várias coisas (boas e ruins) que me preparam ainda mais pra viver nesse mundo que a gente tá. O “o consumista” é/era uma parte de mim e foi num “estalo” que eu vi que as coisas poderiam mudar um pouco. Mudar pro bem, claro!

A existência disso aqui vai continuar, mas vai mudar, mudar porque eu sinto que essa mudança tem que ser feita. E, claro, a essência de tudo será a mesma.

Continue Reading

Crise dos 20: 10 coisas que toda pessoa de 20 e poucos anos deveria saber

santa monica pier

Oi oi, pessoal!

20 e poucos anos é uma fase intensa, complexa e mutável pra todo mundo. Quando os “20” chegam, muita gente começa a viver uma “crise dos 20” por toda pressão que é colocada na pessoa quando esse momento chega, o que leva a pessoa a questionar “QUE QUE É QUE TÁ ACONTECENDO?????”

Cada fase das nossas vidas é preenchida de coisas que só vão acontecer naquele momento. Os risos da infância, as descobertas da adolescência e então a casa dos 20. Eu tenho 23 anos, não sou um poço de experiência, mas decidi compartilhar 10 coisas que você já deveria saber sobre esses  20 e poucos anos, pra ver que essa crise dos 20 não precisa ser tão crise assim.

  1. Você não é o centro do universo

É claro que a gente gosta de um pouco de atenção em determinados momentos de nossas vidas, seja em horas boas ou ruins. O que não dá é querer que todo mundo olhe pra gente 24 horas por dia, 7 dias por semana. Sabe aquele problema que você tá passando? Pois é, alguém ali na esquina pode tá passando pela mesma coisa (ou algo muito pior). Suas alegrias e suas tristezas não são as maiores coisas que existe – elas só são diferentes das de qualquer outra pessoa. O universo tem muito mais coisa pra fazer do que ficar vivendo em função de você, tenha certeza disso. Agir como o centro de tudo aos 20 e poucos anos é o mesmo que ser visto como alguém BEM imaturo pra lidar com as situações da vida.

2. Viva suas emoções

A sociedade da gente é repressora sim. A gente é tolhido e reprimido em vários sentidos, especialmente quando o assunto são nossas emoções. Você tem que se permitir viver todas as emoções que tiverem pra ser vividas: se for pra chorar, chore. Se for pra sorrir, ria. Se for pra falar algo, fale. Se seu coração falar, escute. Sentir o que tiver pra ser sentido é saudável, faz bem pra gente, não deixe que nada, nem ninguém controle as emoções que estão dentro de você. Viver nossas emoções é uma forma de não só superar essa “crise dos 20”, mas também se construir/desconstruir todos os dias.

3. “Pra sempre” é tempo demais

Falar “pra sempre” é algo perigoso. Quando você menos espera, a vida mostra pra você que “pra sempre” não vai funcionar. O ideal é que a gente viva o presente, sem ficar se prendendo às coisas que a gente acha que são ideais pra o “pra sempre” dar certo lá no futuro. É claro que você pode usar “pra sempre” pra muitas coisas da sua vida, mas isso exige uma responsabilidade imensa, principalmente pra fazer uma autoavaliação das coisas boas que estão acontecendo no agora.

4. Se frustrar é normal!

Não precisa ficar desesperado se você começar a ver que alguma coisa da sua vida não tá funcionando. Tá fazendo aquele curso universitário que você sente que não tem nada haver com o que você esperava? É normal! A melhor coisa a ser feita é colocar a cabeça no lugar e pensar numa boa solução pra que você não passe viver em função de uma “situação problema”. Infelizmente, a maioria das pessoas não são ensinadas pra saberem lidar com as frustrações da vida. Ter uma frustração com emprego, paixão, família é normal, não precisa pilhar por conta disso! Entenda o que te faz bem e tire o verbo “frustrar” da sua vida, certamente seus 20 e poucos anos vão ficar bem mais leves.

5. Aprenda a se amar

Antes de pensar que precisa dar amor pra sua namorada, pro seu namorado, pros seus pais, pras amigas, pros amigos, pro cachorro, periquito e papagaio, você tem que se amar de forma incondicional. Amor próprio é tudo, hoje em dia! Ame seu jeito de ser, seu corpo, seu sorriso, tudo que tá em você, já que a gente só pode dar amor sincero pros outros quando, antes de tudo, a gente se ama da forma mais verdadeira possível.

6.  Aprenda com seus erros

Foi-se o tempo em que você podia ficar errando e não tirar nenhuma lição do erro. É normal a gente fazer burrada atrás de burrada quando se é adolescente, mas aos 20 e poucos anos a gente já tá no caminho pra vida adulta (que vai exigir um pouquinho de responsabilidade e maturidade pras coisas darem certo). Fez cagada? Tira um tempo pra respirar e pensar em tudo, vê onde você tem e onde você não tem razão, coloca um pouco de racionalidade na situação, resolve e tira a melhor lição possível pra que você amadureça de uma forma saudável.

7. Equilibrar o “racional” com o “emocional” é fundamental (rimou!)

Todo mundo sempre vai tender a ser um pouco mais racional ou sentimental, mas não é legal deixar a gente ser dominado por apenas uma dessas características. A vida (que é muito esperta e irônica) sempre dá um jeito de exigir que a gente mude um pouco nossa forma de lidar com as situações que vivemos todos os dias. É super ok ser mais emocional quando o assunto é amigos e namorado, mas levar esse mesmo comportamento emotivo pro trabalho pode ser um tiro no pé. Com 20 e poucos anos, já tá na hora de saber como agir em cada situação da vida, por isso é importante saber equilibrar e dosar a emoção e razão em cada momento vivido.

8. Esqueça essa coisa de “ser bem sucedido aos 20 e poucos anos”

A sociedade (especialmente nossa família) projeta uma série de coisas para nossas vidas no momento que a gente nasce. É claro que essas projeções vão ficar mais maçantes com o passar do tempo, principalmente no fim da adolescência, quando a gente tem que escolher ~~ uma faculdade pra ser bem sucedido antes dos 30 ~~. Sério, essa coisa de ser milionário aos 20 e poucos anos só funciona pra algumas pessoas (principalmente se já for uma pessoa rica de berço, algo que deve ser muito bom). Estude e trabalhe não pensando em ser rico na casa dos 20, estude e trabalhe pra que você cresça enquanto pessoa e profissional, o resto vem por tabela. Se você achar que tá se frustrando por não tá conseguindo ver os zeros aumentarem na sua conta bancária, é só lembrar do ponto 4 que falei ali em cima!

9. O tempo passa (rápido!) – vai viver!

É normal a gente se lamentar por algumas coisas, ficar pensando sobre o futuro, remoer umas coisas do passado. Ruim é quando esquecemos que o presente é o agora, que o tempo tá correndo e que o relógio não tá com a mínima paciência pra ficar esperando a gente decidir que vai viver. Tudo acontece num piscar de olhos: parece que foi ontem que todo mundo ficava grudado na TV esperando a Vagabanda tocar em Malhação, ou quando você tava com seus 16 anos pensando como iria entrar numa balada pra maiores de idade e hoje, aos 20 e poucos anos, tá todo mundo com as mãos na cabeça pra saber como vai pagar a fatura do cartão. Viva cada momento da sua vida sabendo que ele é único, que cada segundo tem que ser aproveitado e que tudo que aconteceu hoje (ou há alguns minutos atrás) jamais vai acontecer amanhã de novo.

10. Seja você

Parece meio óbvio, né?! Mas, boa parte das pessoas que nos cercam não são quem elas realmente querem ser. Muita gente é apenas uma projeção de expectativas dos pais, da família, do namorado(a), das amigas(os), uma projeção que fica reprimindo quem você é de verdade. Essa “repressão” termina impedindo que a galera de 20 e poucos anos expresse a sua personalidade, seus sonhos, seus desejos, deixando tudo de lado pra viver algo que pode não trazer felicidade. A melhor coisa a ser feita é você ser realmente quem você quer ser, mostrando pro mundo o lado mais verdadeiro e original de você mesmo. Não adianta viver uma “mentira”, isso não vai te fazer feliz, não vai te completar e muito menos vai ajudar no funcionamento das engrenagens da sua vida.

Quer compartilhar algo que você aprendeu ou vem aprendendo durante a fase dos 20 e poucos anos? É só deixar um comentário pra gente aí embaixo 🙂

Continue Reading

5 motivos pra você assistir “Justiça”

ATENÇÃO! ESSE POST (PROVAVELMENTE) CONTÉM SPOILERS!!!!!!!

serie-justic%cc%a7a-globo

Se você tava morando em Marte e não tava acompanhando o Twitter durante as noites no mês de Setembro ou ficava com a TV desligada, muito provavelmente você nunca ouviu falar na série “Justiça”, que foi exibida na Globo e terminou no dia 23/09. De cara, eu digo logo pra tirar essa cara feia só porque a série foi montada pra passar num canal aberto. Sério, tudo é MUITO bom nesse seriado!!

Tentando resumir pra vocês, o seriado se passa em Recife (meu país!!!!) e vai contar 4 histórias que se cruzam. Os enredos vão tratar de dramas vividos pelos personagens centrais de cada eixo, todos estabelecendo laços de alguma forma. Cada “ciclo” de histórias dura 4 episódios, e cada episódio desenvolve um dos enredos de forma central, dando pistas e mostrando os outros 3 de forma secundária.

justic%cc%a7a-globo-617x125

Vicente (Gesuíta Barbosa), Fátima (Adriana Esteves), Rose (Jéssica Ellen) e Maurício (Cauã Reymond) vão parar numa mesma delegacia numa mesma noite, cada um por um motivo. Todos são presos e veem suas vidas mudar completamente, principalmente depois de saírem da cadeia, cada um com alguma coisa em mente, seja pra reconstruir tudo que foi destruído ou destruir tudo que foi construído (me sentindo culto com essa última frase).

O seriado tem um misto de sensações que terminam provocando a gente, meio que fazendo o público se sentir parte não só de cada história de forma isolada, mas do todo completo se cruzando. Por abordar temas como vingança, desigualdade, preconceito, violência sexual, superação (entre muitas outras coisas), a série foi super bem acolhida pela galera, que ficava vibrando a cada episódio. Pensando nisso, elaborei uma lista com 5 razões pra você começar o seriado nesse exato momento (por favor, leia!):

1 – Você vai se identificar MUITO com alguma das histórias (ou com todas)

Apesar de todas as histórias estarem interligadas de alguma forma, vai ter uma que vai te prender mais. Apesar de algumas sensações serem comuns às histórias (como o sentimento de nostalgia), cada uma tem algo muito mais marcante, como mágoa, arrependimento, vingança, dor, superação, e, dependendo de como a gente enxerga a “justiça”, é inevitável não ficar mais grudado com um dos enredos (eu mesmo fiquei apaixonado pela história de Fátima, interpretada por Adriana Esteves).

2 – Todas as histórias se passam numa cidade fora do eixo Rio-SP

Normalmente, as produções da Globo se passam no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Dessa vez é um pouco diferente: tudo se desenvolve em Recife e localidades próximas (como a cidade de Olinda, famosíssima pelo carnaval). Melhor do que ver um local “novo”, é ver tudo se desenvolver nele e até reconhecer alguns pontos da cidade (esse foi meu passatempo, ficar falando dos endereços quando eu reconhecia algum lugar). O mais bacana foi ver que as filmagens variaram muito, mostrando desde os bairros nobres da cidade, até as favelas. Dos restaurantes “chiques” aos botecos de rua. Detalhe: tudo existe MESMO!

3 – Você vai vibrar e sofrer com os personagens

Se tem uma coisa que não dá pra negar é que eu fiquei muito envolvido com as histórias de todos os personagens. Eu tava chegando num ponto que passava o dia pensando que o personagem “x” podia fazer tal coisa pra ter tal resultado. É meio que aquele filme que você AMA e toda vez que assiste dá vontade de fazer parte da história. Tenho pra mim que boas produções causam essa sensação na gente. Em “Justiça”, quando você menos espera, já tá lá derramando umas lágrimas ou pulando no sofá e torcendo com o feito de alguém. Minhas personagens favoritas foram Fátima e Rose, que (pra mim) tiveram as duas melhores histórias.

4 – Atuação + Trilha Sonora + Fotografia

Sério, o “conjunto da obra” ficou muito bom! Atrizes e atores trabalharam muito bem, em especial Adriana Esteves interpretando Fátima e Leandra Leal no papel de Kellen. As filmagens do meu país da minha cidade querida são feitas a partir de vários ângulos e momentos, o que mostra várias possibilidades de visões de Recife, sem falar da trilha sonora, recheada de música genuinamente brasileira, o que dá uma cara completamente autêntica ao seriado.

5 – A “Justiça” é Relativa (!) (?)

A série, por mais que tenha começo, meio e fim, deixa no ar um questionamento: o que é justiça? Parece fácil, mas não é, até porque numa faculdade de Direito (eu sou prova viva) ,muitas vezes, alunos e professores não conseguem chegar a uma só definição. Mostrando que a justiça se constrói a partir de cada história, cada momento, cada dor, cada desejo, o seriado termina dando esse tapa de luva na cara da gente, abrindo nossos olhos pra mostrar que o mundo é MUITO mais complexo do que a gente imagina.

Depois me digam o que acharam! 🙂

Continue Reading

3 documentários sobre “consumo” pra fazer você pensar um pouco

O nome do blog, a princípio, pode dar a ideia de que tudo aqui é escrito pensando no material. Muita coisa sim, mas nem tudo. Quando eu criei esse espaço, foi muito mais com uma intenção de me libertar de muita coisa do que ficar indo a um shopping todo final de semana pra ver se encontrava algo em promoção pra criar um post e fim

Como eu digo na minha bio daqui, “consumo” é uma palavra chave pra muita coisa que a gente vive. Com quem a gente se relaciona, o que a gente compra, come, vê… tudo isso (e muito mais) tem haver com consumo, em altas ou baixas proporções.

Eu amo documentários que tragam uma realidade crua. Aquela coisa que a gente sabe que existe, mas finge que não vê por não querer digerir e saber o sabor amargo que muitas coisas no mundo têm. Comecei a me interessar pelo gênero cinematográfico ainda na adolescência e eu nunca segui um padrão: já vi de absolutamente tudo.

Minha dica de hoje são três documentários pra pensar sobre consumo material mexe com a gente, destrói vidas ao redor do planeta e trata a natureza como uma escrava de um “sistema falido”.

1 – The True Cost

Pra mim, é um dos documentários mais inteligentes pra falar sobre a indústria da moda de hoje. Andrew Morgan, o diretor, é um especialista em fazer documentários que deixam a gente “pensando no amanhã”. Em The True Cost (que eu assisti no Netflix), são trazidos vários temas relacionados ao mundo da moda, como exploração de mão-de-obra em países subdesenvolvidos, uso inadequado dos recursos naturais e até que ponto uma peça de roupa (barata) é uma simples peça de roupa.

O enredo é um misto do impactante com o comovente e deixa a gente pensando qual é o custo real de comprar e vestir uma roupa pela “simples necessidade consumir”.

2 – A História das Coisas (The Story of Stuff)

Disponível no YouTube, foi um documentário que eu vi no ensino médio e vi de novo na faculdade. O foco é levantar questionamentos sobre o modo de produção capitalista pensado essencialmente para o consumo. Mostrando que o processo de extração, produção, distribuição e disposição é muito mais complexo do que a gente imagina, The Story of Stuff critica de forma pesada a forma como a gente produz e consume tudo que tá no mundo, trazendo algumas possíveis soluções para um problema que se agrava mais e mais com o passar dos dias.

3 – The Sweatshop – Deadly Fashion

Muita gente, inclusive eu, acompanha uma porrada de blogueira e blogueiro que fala de moda, já que hoje em dia é mais do que normal todo mundo querer tá bem-vestido. Mas, e se esses profissionais da internet pudessem conhecer tudo que tem por trás daquela peça de roupa recebida de jabá ou dos montes de roupa que saem de uma loja em liquidação?! A proposta do documentário The Sweatshop – Deadly Fashion é pegar três blogueiros de moda da Noruega e tirá-los da posição de consumidores, passando pra de produtores no Camboja (um dos países que mais sofre com as irregularidades da indústria têxtil).

Se você tiver seu documentário pra indicar ou quiser indicações de mais outros, é só falar!

Continue Reading